Onde elas foram parar?
Há uma lembrança recorrente que tenho desde criança. Acho que já escrevi algumas vezes sobre ela mas sempre volta, hoje tenho quarenta anos e no carnaval voltou de novo, acho que o grande problema é a falta de respostas sobre como terminou a história.
Eu não lembro a data, sei que foi na segunda metade dos anos oitenta, eu estava visitando com a minha irmã a e minha mãe a madrinha de minha irmã Carmem em Barreto bairro de Niterói Uma vez lá fui passear com os "primos" pelas ruas do bairro e uma cena me chamou a atenção. Acho que duas mulheres mãe e filha havam sido expulsas de casa, talvez despejadas.
Uma jovem chorosa que devia ter entre 14 e 15 anos perguntou a uma senhora que estava com ela:
- Mãe, para onde vamos?
A senhora levantou uma trouxa feita com lençol onde possivelmnete tinha todas as suas posses e apoiou sobre a cabeça. Então rodou e parou uma direção ao acaso e andou nessa direção e a filha a foi seguindo.
As perdi de vista nos dias e nas décadas que separam o menino do homem adulto, talvez repita de novo este relato como idoso.
Quando eu era criança era mais religioso rezava para uma dividade ajudar aquelas duas pessoas. Na época era testemunha de Jeová. Hoje estou a poucos graus do ateísmo... talvez fique com o budismo.
Sei que hoje só espero que de alguma forma tenham encontrado ajuda. E atravessado a dificuldade que que a vida colocou diante delas.
Eu não lembro a data, sei que foi na segunda metade dos anos oitenta, eu estava visitando com a minha irmã a e minha mãe a madrinha de minha irmã Carmem em Barreto bairro de Niterói Uma vez lá fui passear com os "primos" pelas ruas do bairro e uma cena me chamou a atenção. Acho que duas mulheres mãe e filha havam sido expulsas de casa, talvez despejadas.
Uma jovem chorosa que devia ter entre 14 e 15 anos perguntou a uma senhora que estava com ela:
- Mãe, para onde vamos?
A senhora levantou uma trouxa feita com lençol onde possivelmnete tinha todas as suas posses e apoiou sobre a cabeça. Então rodou e parou uma direção ao acaso e andou nessa direção e a filha a foi seguindo.
As perdi de vista nos dias e nas décadas que separam o menino do homem adulto, talvez repita de novo este relato como idoso.
Quando eu era criança era mais religioso rezava para uma dividade ajudar aquelas duas pessoas. Na época era testemunha de Jeová. Hoje estou a poucos graus do ateísmo... talvez fique com o budismo.
Sei que hoje só espero que de alguma forma tenham encontrado ajuda. E atravessado a dificuldade que que a vida colocou diante delas.
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